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A Psicanálise:
um espaço de escuta e transformação

A psicanálise é um método de tratamento criado por Freud e desenvolvido por diversos estudiosos ao longo do tempo. Seu foco é compreender a subjetividade humana a partir dos processos psíquicos inconscientes — aquilo que nos atravessa sem que tenhamos plena consciência.

Muito do que sentimos ou fazemos é determinado de forma inconsciente, e essa dinâmica pode se manifestar no dia a dia por meio de sonhos, lapsos, esquecimentos e, especialmente, por formas de sofrimento que parecem não ter uma causa evidente. Muitas vezes, faltam palavras para nomear o que se sente — como na experiência da angústia.

É justamente sobre essa outra lógica que rege o nosso psiquismo que a psicanálise atua. O objetivo da psicanálise não é oferecer respostas prontas, mas abrir espaço para que o sujeito possa se escutar, se implicar em sua história e encontrar novos caminhos para lidar com seus conflitos.

Abordagem

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Por meio da fala livre — quando o paciente se permite dizer o que vem à mente, sem censura — e a partir do vínculo estabelecido com o analista, é possível acessar essa “outra cena”: o inconsciente. Ali, surgem memórias, repetições, afetos e questões que, quando trabalhados, permitem a elaboração e a construção de novas saídas.

O paciente fala; o analista escuta, pontua, questiona e interpreta. A partir dessas intervenções, algo se desloca. A pessoa deixa de repetir no automático e passa a encontrar formas mais singulares de se posicionar diante da própria vida.

Como afirma Contardo Calligaris: “Nenhuma terapia dinâmica pode alterar os fatos de uma vida, mas pode alterar a narrativa dos fatos”.

Por fim, a ética da psicanálise também reconhece que não há como saber tudo sobre si. Resta ao sujeito a possibilidade — sempre singular — de inventar uma solução, assumindo seus riscos e consequências.

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